Ela tem um jeito que me faz te querer bem.
Tem um sabor esquisito de nada.
Há quem ache ela fria. Ela é pingo, é ar, é ventania.
É a eternidade que se acaba.
De onde ela vem, teu corpo é nu.
O nome da tua voz é melodia. O nome da tua pele é vazia.
O teu nome ainda não sei.
Sempre distante calada é uma santa.
Sempre distante calada é uma santa.
Seus sorrisos se transformam depressa demais.
Seus amores fogem e não voltam mais.
Eu bem que mostrei a ela, o tempo que parou em sua janela.
Eu vi o amor sorrindo em seu olhar.
Sem perceber nem despertar.
Quem jamais a esqueceria? Só por um instante?
Se eu fosse poeta ela seria nuvem. Sem forma e errante.
Ela é a semente da ilusão. Morre e nasce. Vive e morre. O seu coração.
Quem poderá fazer aquele velho amor morrer?
Se não é ela, quem mais pode ser?
Tremendo desperdício.
Nenhum comentário:
Postar um comentário