quinta-feira, 22 de julho de 2010

        Meu tudo, o nada
E de tudo que mudou
De tanta lágrima que caiu
E da saudade que ficou
Só você não viu
Das risadas, agora mudas
Das vozes, agora surdas
Das frases mal acabadas
Das memórias apagadas
Fecho os olhos e recuso sentir
Que mesmo longe continua aqui
E sei que ainda não sabe
Não quero que isso acabe
O meu medo agora se faz presente
Me perdi entre marcas e sinais
Agora sei o quanto sente
E lamenta tempos que não voltam mais
Eu quero o dia, a lua e o mar
Essa noite não quer terminar
Sem saber que você sou eu
Aquele sentimento se perdeu
Lembra de quando te dizia
Que não sei amar nem poderia
Você sempre quis saber
O que eu não podia responder
Do meu tudo o que restou foi nada
Agora estou sozinha nessa estrada
Como não pude perceber
Que meu tudo, meu nada era você.

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